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Julie Duarte

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Conflitos de uma paixão: capítulo 10

Confira os capítulos anteriores.

Matthew dirigiu, sem nenhuma pressa, focando-se somente na estrada. Ficamos em silêncio e isso me incomodou. Não queria dar espaço aos pensamentos que, agora, insistiam em forçar sua presença. 
– Matt – chamei-o, procurando algo em minha memória para falar. Encontrei uma desculpa, no mínimo, aceitável. – Eu deveria estar na biblioteca. 
– Sem problemas. Só me dê seu celular. – Pediu, ainda com os olhos fixos na estrada à sua frente. 
Hesitante, fiz o que ele pediu. Entreguei-o o aparelho e ele passou a dirigir com uma só mão. Pela primeira vez, olhei a estrada à nossa frente. Não fazia ideia de onde ele queria chegar. 
Matthew procurou um número nos contatos e apertou o send. Esperou alguns segundos até falar. 
– Alô! – Respondeu. – Aqui é Matthew. – Esperou alguns segundos. – Isso mesmo. O marido da Amanda. – Ele sorriu ao som da palavra e eu me arrepiei. Ainda não me acostumara com tudo aquilo. – Sim, entendo. – respirou e continuou. – Amanda não vai poder ir hoje, desculpe. – Ele escutou e respondeu, sorrindo. – Ela precisou dar uma saída comigo. 
– Diga que, se precisar, eu troco de turno com a Clarice. – Comentei. Clarice era a garota que lia para as crianças no período da tarde. 
Matt colocou o dedo indicador na boca e fez um shhh
– Não sei se ela pode ir à tarde. Mas amanhã ela vai. 
Matthew desligou o telefone e me entregou. Ele ainda sorria. 
– Não entendi todo esse sorriso. – comentei. 
– Não é nada… – Respondeu, sorrindo ainda mais. – Ok. É sim. – Ele suspirou. – É que aquele seu amigo atendeu o telefone. 
– Amigo? – Perguntei, confusa. Desde quando Matthew conhecia meus colegas de trabalho? 
– Silvio… Stênio… Sei lá o nome do indivíduo! – Ele riu. 
– Stuart? – Tentei, incrédula. 
– Esse aí. 
– E como você o conhece, Matthew? 
– Chegamos, Mandy! 
Matt parou o carro e, antes que eu pudesse ver onde estávamos, puxou meu rosto para ele. 
– Eu sei mais sobre você do que você pode imaginar, Mandy. – Ele respondeu, sussurrando. – Agora – respirou – quero que você feche os olhos. – Ele olhou minha expressão confusa e riu – Só para sair do carro. Se não, estraga a surpresa, amor. 
Obedeci ao seu pedido sem pensar duas vezes. Era a primeira vez (a primeira em muito tempo) que Matt era tão carinhoso comigo. E tinha me chamado de amor! 
Ele deu a volta e abriu a porta do carro. Ainda com os olhos fechados, ele me virou e colocou suas mãos sobre eles para me impedir de ver qualquer coisa. Não que eu fosse trapacear. 
Antes de tirar suas mãos do meu rosto, Matt me parou e ficou alguns segundos ali. Não fizemos nada nem falamos, tampouco. Ele abaixou suas mãos, deixando-as em minha cintura. 
– Aqui estamos nós de novo. – sussurrou perto de meu rosto. – Tudo começou aqui, Amanda. – ele respirou fundo. – Foi aqui que essa confusão teve início. Há alguns anos, neste mesmo lugar, eu te falei sobre os planos do meu pai e você aceitou. – Ele apertou suas mãos na minha cintura e uma lágrima desceu de meu olho. – Nós começamos aqui e queria que recomeçássemos no mesmo lugar. – Ele deu uma meia volta e ficou de frente pra mim, ainda com a mão na minha cintura. 
Limpei a lágrima que escapou enquanto ele olhava para mim, sorrindo. Tentei sorrir também, ainda confusa por tudo aquilo. 
Matthew se ajoelhou na calçada. Ainda olhando em meus olhos, sem desgrudar deles por nem um segundo, Matt pegou minha mão e beijou-a. Pegou um embrulho dentro da calça – com um pouco de dificuldade, o que nos arrancou alguns risinhos – e o abriu. 
Era uma caixinha preta. 
Ele estendeu-a para mim, mostrando o conteúdo da tal caixinha. Era um anel. 
– Amanda… – Sussurrou. – Aqui nós começamos nossa, digamos, vida juntos. Só que, – ele olhou para o anel por um momento e voltou a encarar meu olhar – nada foi do jeito que eu queria. E eu quero recompensar isso, recomeçar. – Ele respirou fundo, tomando coragem, e disse. – Aceita ser minha esposa? E, desta vez, de verdade? 
Encarei seus olhos, paralisada com o pedido. Não sabia se aquilo era real, se era um sonho ou se, por alguma ironia da vida, o destino estava sendo bonzinho comigo. 
Eu não sabia o que responder. 
Um lado meu queria sair correndo e me esconder em algum lugar. Se fosse um sonho, eu acordaria logo. 
Outro queria dizer sim. Mas, do mesmo modo, esse lado conhecia meus medos. E era isso que bloqueava meus pensamentos, minha razão. E meu coração.
Eu não tinha certeza de que lado queria escutar.

2 comentários em “Conflitos de uma paixão: capítulo 10

  1. "– Amanda não vai poder ir hoje, desculpe. – Ele escutou e respondeu, sorrindo." O incrível disso é que eu sorri quando ele sorriu. HAHAHAHHAHAHAHAH
    Poxa, que lindo esse capítulo, Matt e Mandy ♥
    Adorei mesmo, tô ansiosa pelo cap 11
    besos
    penseicliquei.blogspot.com

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